terça-feira, 8 de outubro de 2013

A História da Bicicleta no Mundo

Um pouco de História


A História da Bicicleta no Mundo

Draisine, também chamado Laufmaschine (
Foto: Wikipedia

O Celerífero 

Um dos maiores inventos depois da roda, sem dúvida, foi a bicicleta. Cronologicamente, ela antecedeu aos motores a vapor e a explosão, além de ser considerada o "primeiro veículo mecânico" para o transporte individual. 
Sua construção é bastante simples: duas rodas fixas no mesmo plano, mediante traves cavilhadas - duas para cada roda. Para movimentá-la, seu condutor, sentado sobre o quadro, dava passadas à esquerda e à direita até obter a velocidade desejada para o seu deslocamento. 
Seu inventor, o Conde francês J.H. De Civrac, em 1791, deu-lhe o nome de "Celerífero" .

A Draisiana 

A segunda forma de bicicleta, a "Draisiana", foi inventada em 1817 na antiga Prússia (Alemanha), pelo Engenheiro Florestal Karl Friedrich Ludwing Chiristian Sauerbronn, agraciado pelo governo Prussiano com o título de "Barão"; Barão Von Drais. 
A Draisiana diferenciava-se do Celerífero pelo fato de ser dirigível, enquanto a primeira somente se deslocava em linha reta. 
Nos dois modelos o material básico de construção era a madeira.

Biciclo Mac Millan 

Por volta de 1838 o ferreiro escocês, Kirkpatrick Mac Millan, desenvolveu um veículo de duas rodas dotado de bielas de acoplamento, montadas no miolo da roda traseira e acionadas por duas alavancas, presas na estrutura principal.

Biciclo Michaux 

Pierre Michaux, cidadão francês, profissional da forja e do ferro foi o inventor dos pedais em 1860, alterando, significativamente, o curso da evolução da bicicleta que teve na velha Europa, sua "primeira explosão de consumo". 
Por concessão do Governo Francês em 1865, ele obteve uma autorização para montar a primeira fábrica de bicicletas do mundo: A "Biciclos Michaux".

James Starley 

Outro nome de destaque na História da Bicicleta, é do inglês James Starley. Dentre as numerosas invenções deste autodidata destacam-se: os raios de ferro fino em substituição aos de madeira, freios, diversos tipos de selins, campainhas, etc.

Quadro trapezoidal 

Após as inovações de Starley houve um grande surto no melhoramento de todos os biciclos, triciclos e bicicletas, fabricados até o ano de 1890, quando a "Humber" lançou o quadro trapezoidal, até hoje, a base geométrica de qualquer bicicleta.

Breve Sinopse

1820 - Draisiana infantil (primeira infantil do mundo).
1868 - 1ª prova de ciclismo no mundo, vencida pelo inglês James Moore.
1868 - 1ª prova feminina no mundo, ocorrida em Paris, no dia 1º de novembro.
1869 - (polêmica) Biciclo Guilmet&Mayer, considerado por alguns pesquisadores como a "primeira" forma de bicicleta do mundo.
1879 - Biciclo Lawson, para a maioria dos estudiosos, a "primeira" forma de bicicleta do mundo.
1887 - Invenção do pneu por James Boyd Dunlop.
1889 - 1º câmbio de bicicleta, por Johann Walch, Alemanha.
1890 - Quadro trapezoidal, Humber, Inglaterra.
1890 - Tubos laminados, Mannesmann, Alemanha.
1891 - Pneus tubulares Michelin, França.
1895 - Bicicleta com eixo cardan, França.

Olimpíadas

O pleno reconhecimento da bicicleta como veículo, ocorreu no final do Século XIX, com a inclusão do "Ciclismo" na primeira Olimpíada da Era Moderna, na cidade de Atenas em 1896.
Foram cinco provas: 
  • Giro de Pista
  • Prova de 2.000 metros
  • Prova de 10.000 metros
  • Maratona de 100 km
  • Prova de resistência (12 horas)


Matéria retirada do link:


Cicloturismo Estrada Real

Desbravando a Estrada Real

Depois de uma reunião básica com Andreia Correa, ficou decidido o Cicloturismo da virada do ano.....isto mesmo vamos fazer a Estrada Real....a ideia e fazermos a partir de Cunha-SP com Destino a Ouro Preto-MG...se conseguirmos apoio e/ou patrocínio esticamos até Diamantina-MG de Cunha à Ouro Preto são 710kms e de Cunha até Diamantina são 1100kms, iremos começar de Cunha por já termos feito de Cunha a Paraty-RJ e o Objetivo final e Desbravar a Estrada Real.....já estamos planilhando e nos organizando....o Pedal terá início em 03/01/2014.....Se alguma Empresa ou alguém quiser nos apoiar ficaremos contentes em divulgar sua Marca no nosso Blog e em nossa redes sociais.....Obrigado





http://estradareal.tur.br/caminho-velho

http://intranet.gvces.com.br/cms/_img/conteudo/EstradaREal.jpg


sábado, 5 de outubro de 2013

Bike fitting

 
O material utilizado
Com a recente troca de bike e após as primeiras voltas nesta, tenho vindo a sentir algumas dores ao fundo das costas. Com isto senti necessidade de adaptar e harmonizar entre si as medidas das minhas 3 bikes, a de estrada, de BTT e a de rolo. Após pesquisa na net acerca de como fazer este tipo de acertos, cedo reparei que a informação é rara e tratada como "confidencial" e levada para o lado do negócio. Com os conhecimentos que tenho e sabendo de antemão que qualquer coisa é melhor do que a "lotaria" de comprar uma bike e tê-la adaptada a nossa fisionomia, decidi por mãos à obra e harmonizar também as medidas das 3 bikes de modo a sentir menor diferença aquando  da passagem de umas para as outras.
  Da pesquisa que fiz encontrei 2 ficheiros em Excel, daqueles em que metemos as medidas corporais e ele dá-nos as medidas para meter na bike, só para verem como estes ficheiros são bons, um deles dizia para meter como medida do selim ao centro do guiador 48cm e o normal é 57-59cm. Então dos dois Excel utilizei um que achei mais apropriado para as medidas da perna e o outro para o tem superior do corpo.


Após as medições corporais, o programa dá-nos as medidas
a meter na bike
O ficheiro que usei maioritáriamente

   Acerca deste ficheiros e para concluir posso resumir que dos dois não se faz um e que poderá ser perigoso para um leigo, pois há medidas muito dispares da realidade. No meu caso e na medida da altura do selim nas três bikes os valores foram alterados de bike para bike, embora pudesse metêlas todas iguais, no entanto quando montado no cavalo, nós sentimos logo que algo não está bem e neste caso para mim método infalível é assentar o calcanhar (com o calçado próprio) no pedal e a perna ficar esticada (sem fazer pressão no joelho) com o pedal na sua posição mais afastada. Logo, nada é 100% fiável, nem os Excel nem a teoria, pois só experimentando conseguimos realmente ter a percepção de quando estamos bem montados. Passo a explicar como fiz este bike fitting:
 
  Coloquei a bike num suporte,  primeiro fiz o "fitting"á bike de BTT para servir de referência ás outras e nivelei as duas rodas para que a bike estando no rolo fique com mesmo alinhamento que tem quando está no chão.


As medidas que usei como referência foram: 
Sp = medida selim- pedaleira
Sg = medida selim- guiador                                    
r = recuo
d = diferença de altura entre guiador - selim
i = inclinação do selim









 Passo a explicar cada medida:

Sp - Esta medida é tirada a partir do centro do eixo pedaleiro até á parte mais alta do selim, passando a fita métrica paralela ao espigão de selim, devido a este fato dever-se-á verificar novamente esta medida após o ajuste do recuo do selim. Nesta medida encontrei grande disparidade entre as várias bikes, variando entre elas cerca de 1,5cm. Tal como disse antes primeiro afinei a medida standart na bike de btt (através do output do ficheiro excel e posteriormente pelo truque de assentar o calcanhar com a perna esticada) e defini a medida a usar nas outras bikes, mas ao meter estas medidas nas outras bikes não me senti nada confortável, ao que calçando os sapatos próprios de cada bike, afinei esta medida com o truque do calcanhar. Tal como estava á espera não alterei em muito esta medida em cada bike, apenas a de ciclismo sofreu uma redução de 0,5cm. Na bike de btt aguardo a compra de um espigão de selim maior (450mm) para poder subir 0,5cm.

marcar com ziptie a altura do espigão

              
               Medida Sp - fita passa paralela ao espigão

i - para achar a inclinação do selim, fiz passar ao longo do selim uma ripa de madeira, pousei um transferidor nesta ripa e por trás meti um nivel, a inclinação do selim é-me dada pelo sitio onde o nível passa elo transferidor. Tinha na bike de estrada cerca de 6º e resolvi meter igual á de btt com 3º.


d - Para encontrar esta medida é necessário fazer passar um cabo metálico (neste caso de uma vassoura) nivelado e fazer passar uma ripa pelo selim. No ponto imediatamente á frente do selim medi a distância desde a base da ripa e a base do cabo. Na bike de estrada esta medida era de 10cm e na de btt de 6cm. Como a medida ideal do output do excel era de 7cm e na bike de btt não consegui baixar mais o avanço, tive de levantar o avanço na bike de estrada cerca de 3cm, para desta forma ficar com menor diferença entre as bikes.

        
          Pode-se ver as anilhas que
          coloquei para elevar a direção





r - o recuo é calculado a partir de um cabo que passa nivelado verticalmente pelo centro do eixo pedaleiro e desta forma mede-se desde a ponta do selim até ao meio deste cabo. Aqui apenas tive de rever a medida da bike de estrada, pois o ideal era 5cm e ela tinha 7, como não dava para meter os 5cm (o selim não avançava mais) ficou com 6cm.



Sg - Esta medida é obtida pela medição da distância entre o centro do guiador e a ponta do selim. O  ideal para mim era de 58cm que se vieram a verificar na bike de btt, na bike de estrada teve de ficar com 57cm, o que não é problemático pois ando sempre com as mãos nas manetes (que estão mais avançadas que o centro do guiador).

Com a realização deste bike fitting caseiro penso que fiquei com as bikes mais adaptadas ao meu tamanho e estilo de condução. Desta forma os treinos nas várias bikes também se tornam mais eficazes e com menor risco de lesões por erros posturais. Pela experiência que tenho tido com as bikes desde que fiz o bike fitting, posso considerar muito positivo, principalmente na bike de estrada, a qual estava com o avanço muito baixo e o espigão de selim muito alto. Penso que era esta má postura na bike de estrada que me andava a provocar dores lombares, este fim-de-semana na prova que vou fazer com a bike de btt vou tirar a prova dos nove...

p.s.: a bike de rolo aguarda bike fitting, pois chumbou logo na medida Sp. O espigão de selim não tinha altura suficiente para ficar com a medida ideal, logo, aguarda compra de novo.


Materia do site:

Bike Fit é uma técnica que utiliza-se da ciência da Biomecânica para ajustar a bicicleta ao seu corpo.
Muitos imaginam que o Bike Fit é realizado somente em bicicletas de competição e de atletas, mas o Bike Fit é muito importante para qualquer pessoa que use bicicleta para passeio, para trabalho, etc.
Veja aqui a matéria completa a respeito do Bike Fitpublicada na Bike Magazine.
Ajuste preciso garante aumento de até 20% na performance do ciclista
Texto: Marcos Adami
Bike Magazine
Para tirar o máximo proveito da bicicleta o ciclista tem que estar corretamente posicionado sobre a bike. Além de evitar o desperdício de energia, o ciclista evitará uma série de lesões.
Entre ter uma bike levíssima e uma bike regulada para o corpo do ciclista, a segunda opção sempre é a melhor, já que uma bicicleta perfeitamente ajustada pode melhorar em até 20% a performance do ciclista.
A Biomecânica é a ciência que estuda o movimento esportivo, o gesto técnico de determinada modalidade. No caso do ciclismo, esta ciência se preocupa em estudar os movimentos do ciclista sobre a bike de forma que eles sejam aproveitados ao máximo para garantir a performance perfeita para o conjunto bike + biker.
No Brasil, um dos pioneiros a usar a tecnologia para posicionar ciclistas sobre suas bikes de competição é o campineiro Rogério Camargo, de 30 anos, graduado em Educação física pela PUC de Campinas com especialização em Treinamento Desportivo pela FMU, de São Paulo.
Mas, foi no ano 2000, em um curso de Especialização em Ciência da Biomecânica, na UCSD (Universidade Católica de San Diego), nos Estados Unidos que Camargo aprendeu os macetes do posicionamento do ciclista sobre a bike.
Camargo já fez mais de 2 mil avaliações em quatro anos de atividade, uma incrível média de sete avaliações semanais. Entre os nomes famosos da Elite do ciclismo, do mountain bike e do triatlo nacional, ele já avaliou o velocista Rodrigo de Melo Brito Morcegão, de Brasília (DF); o ciclista Adriano Martins, da equipe de Americana (SP); o moutain biker paulista Odair Pereira, de Itu; além dos renomados triatletas Ivan Albano e Santiago Ascenzo.
Estudos indicam que em seis meses, um ciclista pode ganhar até 20% mais de performance, quando corretamente posicionado sobre a bike”, garante Camargo. Muitos de meus clientes voltam em meu consultório e me dizem: “Não sei o que aconteceu comigo, estou andando muito mais agora depois que você regulou minha bike”.
Ele estudou as diferenças de geometria de construção de quadros entre europeus e norte-americanos. A geometria européia é mais clássica, com bikes de quadro grandes. Já nos Estados Unidos a tendência é a de se utilizar quadros menores e mais compactos, que compensam o pequeno tamanho dos quadros no comprimento do canote de selim e da mesa.
Muitos fatores influenciam na hora de encontrar a posição ideal do ciclista sobre a bike. Antes de iniciar a consulta, Rogério Camargo conversa com o ciclista para saber seus objetivos, seu estilo de pedalada, sua experiência no esporte e também o tipo de bicicleta que o ciclista vai utilizar.
Diferentes bicicletas exigem diferentes posicionamentos. Uma bike de contra-relógio será regulada de uma forma diferente de uma de ciclismo, ainda que as duas pertençam a um mesmo cliente. É muito comum Rogério fazer a avaliação em duas, ou até mesmo três bicicletas, de um mesmo ciclista. Para cada uma as regulagens são diferentes.
Outro fator que é levado em consideração é o tipo físico de cada indivíduo. Alguém com fêmur comprido terá uma posição sobre a bike diferente de alguém [de mesma estatura] com o fêmur relativamente mais curto. A flexibilidade de cada indivíduo é também um fator determinante da postura que vai ser adotada sobre a bike.
 ”O atleta deve dominar a bike e não a bike dominar o atleta”, ensina Camargo.
 Vídeos interessantes a respeito do Bike Fit:

Materia retirada de:

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Caloi Elite 30 X Elite 20



Caloi Elite 30 X Elite 20

Medir, Pesar, Analisar.

Quase um ano depois do lançamento ao público na Brasil Cycle Fair de 2012, finalmente chegaram ao P29BR dois modelos de 29ers da linha Elite da Caloi. Hoje, a mais tradicional marca de bicicletas do país é uma empresa que se reestruturou visando ganhar mercado com a adoção de um modelo de gestão mais profissional, por outro lado, reafirmou de maneira inteligente seu comprometimento com o Ciclismo nacional. No caso do Mountain Biking, a marca reuniu jovens talentos e criou a Caloi Elite Team, um ambicioso projeto de longo prazo, que começa a apresentar resultados expressivos desde agora. Talvez essa recente reinvenção interna e o inegável sucesso comercial da marca, tenham colaborado para que a Dorel, gigante mundial do mercado de bicicletas, decidisse pela compra a Caloi, negócio milionário que acaba de ser concretizado e deve resultar em uma mudança de mentalidade no segmento, com reflexo direto na forma de operação e atuação da própria Caloi e também da concorrência em solo brasileiro. O consumidor pode, sem dúvida, esperar dias melhores.

A ideia do P29BR, a partir deste post, testanto ao mesmo tempo a Elite 30 e a 20, é, como de costume, apontar as diferenças técnicas e de desempenho entre cada uma, mas sem parar por aí. Foram analisados também o peso de quadros e componentes, detalhes construtivos e de geometria. Ao final, quem já é proprietário estará conhecendo melhor sua Caloi, enquanto que eventuais compradores conseguirão identificar qual delas melhor se adequa às suas necessidades. Os três modelos em alumínio da linha Elite já podem ser considerados "best sellers", apoiados principalmente por um preço quase que imbatível no segmento onde se enquadram.

Os quadros

Nos fóruns, é impressionante a quantidade de informação especulativa quando o assunto é a Caloi, uma delas diz respeito à origem dos seus quadros. Para que não restassem dúvidas, o P29BR se dirigiu diretamente à fonte. Segundo Bob Nogueira, que responde por Produtos na Caloi, os quadros da linha Elite em alumínio são produzidos na Ásia com suporte do escritório da própria Caloi sediado em Xangai. Os projetos dos modelos Elite 10/20 e 30 foram executados no ano de 2012 em conjunto com o fornecedor que validou a geometria sugerida pela Caloi, assim como desenvolveu processos especiais de pintura de alta qualidade e durabilidade. Adicionalmente, a Caloi afirma que os quadros em alumínio da linha Elite passam por rigorosos testes de durabilidade e fadiga, em laboratório próprio localizado no interior de São Paulo. Esses testes seguem a norma japonesa JIS, garantindo que cada amostra seja submetida a ciclos de milhares de movimentos simulando impactos e esforços de torção. Em virtude de restrições legais impostas por um acordo industrial, a Caloi não divulga o nome desse fornecedor asiático.

Além da esperada diferença de componentes entre uma versão e outra, o projeto do quadro da Elite 30 conta com algumas particularidades numa comparação direta com a Elite 20 e a 10, mais baratas.

O material escolhido pela Caloi para os quadros é uma liga de alumínio 6061. No triângulo dianteiro, os três modelos aparentemente compartilham o mesmo down tube de perfil variável com reforço na junção com o head tube, este de altura razoável, tem 110mm nos quadros tamanho 17" e é compatível com caixas de direção semi-integradas, o que ajuda a manter o guidão numa posição menos elevada.

Na Elite 20 os conduítes de câmbios e freio traseiro correm por baixo do top tube, cujo perfil é também variável, se expandindo gradativamente até encontrar o seat tube.

Um top tube ovalado e ligeiramente curvado valoriza as linhas do quadro da Elite 30, que segue uma tendência de mercado com o roteamento interno dos conduítes de câmbio. Aí um detalhe relevante, algo que a Caloi poderia considerar numa eventual evolução do projeto da bike. O conduíte do câmbio dianteiro entra no quadro através de uma discreta e eficiente guia metálica no lado esquerdo do top tube, no lado direito do down tube está localizada a entrada do conduíte do câmbio traseiro. Até aí, tudo parece bem, contudo idealmente o contrário seria mais correto, ou seja, o conduíte do câmbio dianteiro deveria entrar pelo lado direito do quadro, o do câmbio traseiro pela esquerda, assim se cruzariam em frente ao head tube seguindo um caminho muito mais natural, modificação que inclusive poderia melhorar ainda mais as trocas de marchas na 30.

Nos seat stays da Elite 20, a presença de dois orifícios com roscas supostamente permitiria a montagem de um bagageiro, o que seria muito bem vindo para aqueles que tem planos de realizar cicloviagens, entretanto faltam os furos na altura das gancheiras para completar a fixação de um rack. O mais curioso é que na gancheira da Elite 30 está presente a furação para um bagageiro, entretanto faltam justamente os pontos de fixação nos seatstays.

Em ambos os quadros, o sistema de montagem dos freios traseiros é o post-mount, o que chega a surpreender, pois é mais comum apenas em modelos de 29ers de maior preço. No caso da 20, o suporte do freio está localizado na base do seat stay, já na 30, posicionado no chain stay, é ainda mais eficiente e agrega valor ao quadro. Ao contrário, igualmente surpreendente é a concha do movimento central com apenas 68mm de largura. Há muito tempo o P29BR não testava uma bike cuja concha do central que não tivesse ao menos 73mm.

Apesar dos quadros tamanho 17" permitirem a montagem de dois suportes de caramanhola, na prática o seat tube curvado da Elite 30 diminui o espaço disponível dentro do triângulo dianteiro e inviabiliza o uso simultâneo de duas garrafas.

A geometria

No quesito geometria, a Caloi parece ter preferido seguir um caminho mais conservador, optando para uma fórmula até certo ponto à prova de erros, sendo assim elegeu números "tradicionais" para os ângulos do tubo de direção (head angle) e do tubo do selim (seat angle), 71 e 73 graus, respectivamente. Na prática, pelas medições realizadas pelo P29BR, o seat angle se mostrou ligeiramente mais elevado nas duas bikes, próximo a 74 graus, o que pode ser benéfico em termos de rendimento de pedalada.

Na traseira estão as diferenças geométricas mais evidentes entre a Elite 20 e a 30. Na primeira, os chain stays tem 450mm de comprimento, um número quase que padrão para as 29ers da categoria, já na 30 esse número cai para interessantes 438mm, que resultam em uma distância entre eixos mais curta e um prometido ganho em agilidade. A viabilidade dos chain stays mais curtos está diretamente ligada ao seat tube curvado da Elite 30, característica que afasta o pneu traseiro da linha de ação do câmbio dianteiro, o espaço adicional favorece seu correto funcionamento e ainda facilita o escoamento de lama.

A medida da diferença de altura entre os eixos das rodas e o eixo do movimento central, o chamado bottom bracket drop, é maior na Elite 30, são 60mm, um número igualmente conservador, ainda que correto. Com o piloto posicionado um pouco mais para "dentro" da bike, a Elite 30 tende a ganhar em termos de estabilidade e comportamento em curvas rápidas numa comparação com a 20.

O peso

Preocupação comum de 9 entre 10 consumidores de bicicletas de performance no Brasil, o assunto peso precisa ser tratado sempre com um algum cuidado. Num comparativo entre marcas concorrentes, antes de formar opinião, o ideal é mais uma vez comparar preferencialmente modelos que se encaixam numa mesma categoria de produto.

O exemplar de testes da Elite 30 pesou 13.75 Kg com os pedais de encaixe Candy 1 da Crank Brothers. No caso da Elite 20, o peso aferido com os pedais de plataforma originais foi de 14.40 Kg. Números que num contexto geral não podem ser considerados modestos, contudo bastante aceitáveis para a realidade brasileira considerando outras bikes inseridas num segmento de 29ers que custam entre 3.000 e 4.000 reais.

Havia uma grande expectativa dos leitores em relação ao peso dos quadros em alumínio da linha de 29ers da Caloi. Com 1.830 gramas, o quadro da Elite 30 é 160 gramas mais leve que o da Elite 20, que pesou 1.990 gramas, ambos no tamanho 17" e sem as abraçadeiras de canote. Como curiosidade, a primeira versão da 
Caloi Two Niner testada em 2009 pelo P29BR tinha um quadro de características mais simples com peso na casa de 1.950 gramas.

As suspensões Rock Shox e RST montadas nas bikes tem características e pesos muito similares, entretanto chama a atenção o fato de que as hastes da RST Omega que equipa a Elite 20 tem 32mm de diâmetro, enquanto que na XC 30 da Elite 30, como o próprio nome já diz, as hastes são de 30mm. O modelo da Rock Shox tem 2.290 gramas incluindo a trava de guidão, contra 2.320 gramas da suspensão RST.

Apesar de contarem com cubos SRAM de aparência similar, mas denominações distintas, MTH-406 na Elite 30 e MTH-306 na 20, montadas com aros de 470 gramas produzidos pela VZAN, as rodas podem ser consideradas quase que idênticas, com exceção do grafismo coordenado combinando com as cores de cada modelo da linha. Ambas as rodas dianteiras pesaram os mesmos 1.120 gramas cada, já as traseiras apresentaram uma pequena variação que extraordinariamente favoreceu a Elite 20, são 1.310 gramas contra 1.345 gramas na Elite 30. Na balança o peso total registrado para as rodas da Caloi Elite 20 foi de 2.430 gramas, 35 gramas a menos que os 2.465 gramas das rodas da Elite 30. Nos dois casos foram desconsideradas as blocagens. A título de comparação, no mercado existem rodas intermediárias pesando menos de 2 Kg.

Considerando o conjunto de cada bicicleta dividido de forma didática em quatro partes principais, ou seja, quadro, suspensão, rodas (rodas, pneus e câmaras) e componentes (transmissão, freios, canote, selim, mesa, guidão, etc). A razão de peso entre uma parte e outra é praticamente constante entre as duas 29ers da Caloi testadas pelo P29BR, de todas as formas, merecem menção os quase 500 gramas a mais de peso nos componentes da Elite 20.

Tanto no caso da Elite 30, quanto no da 20, as rodas completas correspondem a praticamente um terço do peso total da bike, por isso mereceriam uma atenção especial, até mesmo porque a cartilha das 29ers prega que quanto menor o "peso rodante" melhor o desempenho geral do conjunto. 


O que esperar dos testes

No papel, as 29ers em alumínio da Caloi demonstram um indubitável potencial. Os quadros são bem acabados, com grafismo atual e uma pintura brilhante de ótima aparência. Em relação à geometria, a marca preferiu o certo ao duvidoso, o que é compreensível pensando em custos de desenvolvimento e prazos, contudo num comparativo rápido com a concorrência, os quadros tamanho 17 e 19" da linha Elite são bastante compactos, talvez se projetados com um top tube um pouco mais longo pudessem atender a uma gama maior de ciclistas; de qualquer forma, este é um tema para ser melhor explorado e desenvolvido no próximo post, junto com as impressões doP29BR sobre o desempenho das bikes. Como era de se esperar em modelos posicionados no mercado nacional na faixa de preço ao consumidor de até 4.000 Reais, não são bikes leves, entretanto também não chegam a destoar dos concorrentes. Suas rodas sim, estas mereceriam ao menos raios e nipples mais leves.

Fique atento, nas próximas semanas as impressões finais do P29BR sobre as 29ers da Caloi.
Keep 29eriding!



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Evolução das Rodões: 27,5" x 29"

A Evolução das Rodões: 27,5" x 29"

Pois é, se você, assim como eu está pensando em trocar a sua 26" em um futuro próximo, vale á pena analisar qual formato de roda vale mais á pena, já que novas opções  agora não faltam.
As grandes marcas já estão adotando o formato 27,5" como mais uma nova opção.
As rodas 29" sem dúvida em alguns aspectos são superiores as 26", mais ainda temos o problema de peso das bikes, aceleração e desempenho nas subidas.
As 29" ers são mais indicadas para maratonas e estradões, transpõe obstáculos mais facilmente, mas e se você quiser curtir um single track mais técnico ou, um pedal épico na Serra da Mantiqueira por exemplo, como seria ? Tudo bem, existem transmissões próprias para as 29"ers, mas e o peso, e a agilidade da bike, ainda assim ficam comprometidas.
Tive a oportunidade de andar nos dois novos formatos ( 29" e 27,5" no plano, tudo bem...), para o meu perfil de pedal, que é performance, me simpatizei mais com as 27,5", com a relação de 20 velocidades.Um fabricante nacional de rodas de qualidade, já tem disponível rodas roletadas 27,5" e  também há suspensões á nível de competição no novo formato.
Encontrei uma matéria que compara tecnicamente o desempenho dos três formatos, o que acaba nos levando a conclusão que todo mundo que investiu nas 29", podem mudar de ideia em um futuro próximo.
Será mais uma jogada de marketing dos fabricantes, ou uma realidade ? Leia a matéria abaixo e tire suas conclusões, mas contra fatos não há argumentos não é verdade ?   
Á algum tempo atrás, postei um vídeo que compara as diferenças entre os formatos, feito pelo fabricante americano KHS, no qual as 27,5" ganham, as 26" ficam em segundo e as 29" na lanterna.O teste foi feito em um terreno técnico, um pouco diferente da nossa realidade aqui no Brasil, mas vale como uma referência na hora de comprar o novo equipamento.

 
A aposta do mercado nas rodas 650b (27,5").
 
A oferta do formato de rodas 650B (27,5 polegadas) vem crescendo exponencialmente no mercado das bicicletas moutain bike. Fabricantes como a Scott, Jamis e Ibis estão substituindo gradativamente seus modelos aro 26 por modelos equipados com rodas 29 e 27,5, enquanto que a Giant anuncia nada menos que 28 modelos de sua marca com rodas 27,5, deixando apenas dois modelos com rodas 26.
Conheça as vantagens e desvantagens dos diferentes formatos e saiba porque sua atual mountain bike aro 26 pode estar em vias de extinção.

Peso

Se compararmos o peso de bicicletas com diferentes medidas de roda, porém com o mesmo equipamento, comprovaremos que a diferença é substancial. Como é de se esperar, as rodas de 26″ são mais leves. Um pouco mais em relação às 27,5″ e muito mais que as 29er, que pode vir a pesar até 900 gramas a mais, se comparada a uma 27,5″. Cada grama que eliminamos na bicicleta nos ajuda a ir mais rápido.
O peso médio de una roda de 27,5″ (incluindo pneu e câmara de ar) é apenas 5% mais pesado que um modelo 26″ com os mesmos componentes. Porém, esse peso é 12% maior em uma roda 29er. Além disso, o aumento do diâmetro da roda faz crescer o peso na mesma proporção, exponencialmente no caso da 29er, para que se consiga manter uma boa rigidez. Com isto, perde-se aceleração e capacidade de ascensão.
grafico1
Comparativo: Peso estático roda/pneu (quanto maior o fator, pior)

Eficiência

Um maior diâmetro da roda reduz o ângulo de ataque frente aos obstáculos. Isto é uma vantagem. Uma roda 29er passa sobre um obstáculo de 6 centímetros de maneira 14% mais eficiente que uma 26″. Em comparação com a roda 27,5″, esta rende 9,8% melhor que una 26″ sobre o mesmo obstáculo.
Outra forma de analisar o ângulo de ataque é o grau de impacto. novamente, as 29er se saem melhor, porém com uma diferença muito pequena em relação às 27,5″ (somente 2º, em relação aos 6º da 26″).
grafico2
Ângulo de ataque (menor ângulo, melhor)
O benefício mais importante das rodas 27,5″ em relação às 29er é a aceleração. É a sensação de facilidade na hora de aumentar a velocidade quando pedalamos. Isto não é afetado apenas pelo peso estático a ser movido, mas sim pela distribuição do peso na roda. Quanto mais distante o peso está em relação ao centro da roda, mais difícil será a aceleração. Desta forma, uma roda 29er que pese o mesmo e tenha una construção similar a de uma 26″ acelerará muito menos, apesar do peso similar. A chave para a melhora da aceleração está em deixar mais leve os componentes que ocupam as extremidades da roda (aros, nipples, pneus, câmara de ar). Como se vê no próximo gráfico, a 27,5″ é apenas 1,5% mais lenta que uma 26″ na aceleração, enquanto em uma 29er pode ser mais lenta em até 3,6%, comparando-a com uma roda 26″.
grafico3
Raio de aceleração (maior índice, pior)

Controle

Quanto maior o diâmetro de uma roda, maior a superfície de contato com o solo. E quanto maior a superfície de contato, melhor a tração, o que ajuda a melhorar a aceleração, freagens e passagens por curvas. Como se pode ver no próximo gráfico, a 27,5″ tem uma superfície de contato muito similar a das 29er.
grafico4
Contato com o solo (maior contato, melhor)

Rigidez

A rigidez do quadro é outro ponto chave diretamente relacionado ao diâmetro da roda. Para abrigar rodas maiores, o quadro deverá ser maior. Um quadro de tamanho médio de 29er com uma construção e geometria similar a um de 26″ ou 27,5″ és menos rígido na área do movimento central e da caixa de direção. Isto é prejudicial na la hora de pedalar e retomada de curvas.
grafico5
Comparativo sobre a flexão do quadro nas áreas do movimento central e caixa de direção (Quanto mais, pior)
Para finalizar, a geometria também fica condicionada, já que é mais difícil compensar o grande tamanho de uma roda 29er, especialmente nos quadros de tamanho pequeno. A medida que o tamanho do quadro se reduz, a a caixa de direção fica irremediavelmente mais alta em relação ao selim. Em bicicletas com aros 27,5″ e 26″ este problema é muito menor.

Matéria retirada da Net...

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