Cicloturismo e
Acampamento de Bike
Como Fazer?
Hoje em dia existem várias maneiras de viajar e acampar, já pensou em
fazer isso de bicicleta? Como fazer com que esse tipo de viagem seja segura e
agradável e não se transforme numa tremenda roubada? Através de matérias
retiradas da Internet e de experiências pessoais segue algumas dicas pra você
se poder se aventurar com segurança, mesmo que seja “marinheiro de 1ª viagem”.
1-Planejamento
Como em qualquer viagem, quanto mais organizada, mais fácil se torna driblar os “perrengues”. Isso inclui ter uma ideia precisa do roteiro, da duração, do custo, reserva financeira para emergências e alimentação. Nada pior do que chegar a uma cidadezinha encantadora e não encontrar nenhum camping por perto ou um local que seja autorizado o acampamento.
Como em qualquer viagem, quanto mais organizada, mais fácil se torna driblar os “perrengues”. Isso inclui ter uma ideia precisa do roteiro, da duração, do custo, reserva financeira para emergências e alimentação. Nada pior do que chegar a uma cidadezinha encantadora e não encontrar nenhum camping por perto ou um local que seja autorizado o acampamento.
“No mapa do trajeto escolhido, veja as cidades que você irá passar ou
pernoitar, veja acomodações no caso de emergências, campings, hospitais,
supermercados e etc. nada melhor que usar o bom e velho Google pra esta
pesquisa. Afinal sempre estamos sujeitos a situações inesperadas, pois a ideia
é irmos de Bike, o uso de guias de viagens ajudam muito. “Os guias têm muita
informação, mas desconfie sobretudo da quilometragem indicada. Eles são feitos
para carros e o que são subidas de 15km para carros? Nada. Já de bike, podem
causar bastante desconforto, não?”.
A quilometragem diária a ser percorrida deve ser próxima daquela a qual
o viajante está acostumado, sem correrias. Pelo contrário, o ideal é chegar
cedo ao destino do dia, se possível ainda com luz e ter tempo para montar a sua
barraca se acomodar e ainda aproveitar a cidade. Não vale a pena arriscar uma
pedalada noturna só para avançar mais um pouco.
2-Roteiros e destinos
Boa parte de uma cicloviagem se passa na estrada, então é fundamental que elas sejam bonitas, seguras e tranqüilas. “O maior receio ao se viajar sozinho é a segurança, então temos que ter cuidado redobrado. A primeira coisa é escolher bem o roteiro, um caminho tranquilo e que não passe por muitas cidades grandes”, recomenda Eliana Garcia de Britto, cofundadora do Clube de Cicloturismo do Brasil.
Boa parte de uma cicloviagem se passa na estrada, então é fundamental que elas sejam bonitas, seguras e tranqüilas. “O maior receio ao se viajar sozinho é a segurança, então temos que ter cuidado redobrado. A primeira coisa é escolher bem o roteiro, um caminho tranquilo e que não passe por muitas cidades grandes”, recomenda Eliana Garcia de Britto, cofundadora do Clube de Cicloturismo do Brasil.
Para quem prefere não ousar nos caminhos, Eliana sugere rotas de
cicloturismo já demarcadas, como o Circuito Vale Europeu, o Circuito Costa
Verde e Mar e o Caminho da Luz (todos no Brasil). “Porque sempre há alguém da
organização dos roteiros monitorando de alguma maneira sua viagem, isso dá uma
segurança extra”, explica.
3- Equipamento
Não é preciso uma bicicleta sofisticada ou muitos equipamentos, principalmente para quem pretende ficar dias pedalando, pois em cada parada o cicloturista pode repor o que foi gasto (água, comida, pilhas e etc.) Basta uma bicicleta com marchas, equipada com um bagageiro e um par de alforjes (bolsas laterais onde a bagagem vai acomodada)
Não é preciso uma bicicleta sofisticada ou muitos equipamentos, principalmente para quem pretende ficar dias pedalando, pois em cada parada o cicloturista pode repor o que foi gasto (água, comida, pilhas e etc.) Basta uma bicicleta com marchas, equipada com um bagageiro e um par de alforjes (bolsas laterais onde a bagagem vai acomodada)
No mercado existem vários modelos e preços, procure
um que seja adequado a sua necessidade.
Obs: Melhor do que ter que fazer consertos é evitá-los: saia de casa com
a bicicleta revisada e em perfeito estado de funcionamento. Para aumentar a
margem de segurança, use roupas discretas. É melhor ser invisível e
confundir-se com os locais (difícil por causa do alforge na bike) do que deixar
claro nas vestimentas que você é de fora e que está equipado. Roupas de
ciclismo supercoloridas, por exemplo, podem ser trocadas por peças em dry-fit
em cores mais neutras. – como costuma fazer a maioria dos trabalhadores
brasileiros que vão de bike. Chegar sem alarde é inclusive uma postura mais
humilde, que tende a ganhar mais simpatia dos locais.
“É importante chamar o mínimo de atenção, o que nem sempre é possível
com uma bicicleta carregada. Quanto menos carga, menos atenção você vai
despertar. Outra dica é colocar uma calça ou bermuda por cima da lycra, evitando
roupas coladas ao corpo”,. Roupas e acessórios cor-de-rosa, por exemplo, são
quase um atestado visual de que há uma mulher pedalando a bicicleta, o que pode
aumentar a vulnerabilidade. Por via das dúvidas, melhor evitar. Viajar de
bicicleta sozinho implica em riscos, que podem e devem ser minimizados por
precaução e planejamento.
4 – Preparo técnico
Passe na
bicicletaria para ver se está tudo certo com a “magrela”. “Informe-se sobre a
qualidade dos componentes que sua bicicleta possui. Se ela estiver equipada com
peças simples e frágeis, pode ser que elas te deem um pouco de dor de cabeça no
caminho”. Aproveite a visita para aprender sobre mecânica básica da bike, se
ela quebrar em algum local longe da civilização, você precisa ser capaz de
consertá-la. Não esqueça de levar um kit de ferramentas e um kit de remendo
para a viagem.Não precisa ser um mecânico
profissional, mas faz toda diferença saber o funcionamento básico de sua
bicicleta. Regular os freios, trocar pneus e montar as rodas na bicicleta são
reparos e ajustes simples e fáceis de aprender que dão autonomia ao passeio.
Com um pequeno kit de ferramentas é possível fazer a maior parte dos consertos
necessários numa viagem desse tipo.
É bom ter noção de primeiros socorros e organizar um pequeno kit, nem
que seja para cuidar do ralado no joelho de um tombo na estrada. E até para
cair, tem jeitinho. “Se soltar o corpo e deixar ele rolar, vai machucar menos
do que se tentar se segurar ou salvar a bike. Pula fora, desacelera e deixa a
bike para lá”, A técnica já foi festada por mim várias vezes, pois soumeio
abusado e com a bike pesada por causa das malas e melhor quebrar a bike que se
ralar todo.
5 - Rede de segurança
É praticamente inevitável que família e amigos fiquem preocupados com a viagem. Combinar como será feita a comunicação é bom para eles, que ficam com o coração tranquilo, e para a viajante, que sabe que pode contar com apoio caso aconteça algum imprevisto. Ao telefonar ou mandar mensagem informando que está tudo bem, é importante dar a referência de onde se está. Ah, e ninguém precisa se descabelar com um pequeno atraso na comunicação, ok? Às vezes o sinal de celular é ruim no local escolhido para passar a noite, por exemplo. O importante é não ficar tempo demais sem dar notícias.
É praticamente inevitável que família e amigos fiquem preocupados com a viagem. Combinar como será feita a comunicação é bom para eles, que ficam com o coração tranquilo, e para a viajante, que sabe que pode contar com apoio caso aconteça algum imprevisto. Ao telefonar ou mandar mensagem informando que está tudo bem, é importante dar a referência de onde se está. Ah, e ninguém precisa se descabelar com um pequeno atraso na comunicação, ok? Às vezes o sinal de celular é ruim no local escolhido para passar a noite, por exemplo. O importante é não ficar tempo demais sem dar notícias.
6 – Preparo físico
Para fazer uma cicloviagem, não é necessário ser atleta, mas é bom estar com o condicionamento físico em dia. “Se tiver esgotamento físico, você irá se colocar numa situação de risco, porque terá que buscar esse tipo de ajuda no caminho”.
Para fazer uma cicloviagem, não é necessário ser atleta, mas é bom estar com o condicionamento físico em dia. “Se tiver esgotamento físico, você irá se colocar numa situação de risco, porque terá que buscar esse tipo de ajuda no caminho”.
Quem parte do zero (ou de perto dele), pode reforçar o treino numa
academia. “No fundo, a preparação é feita na sua bike, na que você vai viajar”.
Musculação e treinamento de resistência ajudam a encarar períodos longos na
bike, sem dores. “A bicicleta tem que ser uma extensão do seu corpo. Ela será
suas pernas durante uma boa parte do dia.” De acordo com profissionais do
esporte a corrida também pode ajudar bastante a aumentar o fôlego. Por isso que
o mais importante antes de se aventurar é ir começando aos poucos, aumentando a
kilometragem a cada dia, e assim poder ter confiança há um objetivo, por
exemplo acordar pela manhã, desmontar a barraca, arrumar as malas e encarar
50kms ou mais até seu próximo destino.
O equilíbrio é
fundamental para pedalar. Não coloque toda a carga em cima do bagageiro para
não sobrecarregar a roda traseira. Alforjes distribuem o peso e ajudam a deixar
a bike mais estável. No caso de viagens mais longas, com muita bagagem para transportar,
é recomendável instalar alforjes dianteiros. Além de ter mais espaço você evita
que a bicicleta empine em uma subida. “Não use mochila enquanto estiver
pedalando. Além de ser desconfortável forçam as costas, os ombros e as mãos”,
Não adianta levar coisas demais e deixar a bike pesada e desagradável de pedalar. Também não é o caso de levar coisas de menos, a ponto de passar desconforto por causa de um item que ficou em casa. Roupas adequadas ao clima e uma ou duas mudas extras são o suficiente. Se a viagem for um pouco mais longa, vale mais a pena lavá-las no caminho do que levar muitas trocas.
Não adianta levar coisas demais e deixar a bike pesada e desagradável de pedalar. Também não é o caso de levar coisas de menos, a ponto de passar desconforto por causa de um item que ficou em casa. Roupas adequadas ao clima e uma ou duas mudas extras são o suficiente. Se a viagem for um pouco mais longa, vale mais a pena lavá-las no caminho do que levar muitas trocas.
Dependendo do estilo da viajante, macetes como uma roupa de Poliéster,
ou tecidos semelhantes, fazem menos volume, não amassam com facilidade e são de
fácil lavagem e secagem. O essencial, além das roupas, é água, chinelos ou semelhante,
um lanche para o percurso do dia e kit de ferramentas, abaixo seguem algumas
sugestões:
·
Barraca (existem lojas especializadas que oferecem vários modelos,
lembre-se você estará de bike, procure algo leve e portátil, sem descuidar da
qualidade)
·
Rede, mosquiteiro e lona plástica (para quem almeja curtir ainda mais a
natureza sem o uso de barracas)
·
Isolante térmico (dependendo da estação do ano e de onde você pretende
acampar ele ajudará a manter a temperatura do seu corpo e te proporcionar uma
noite mais agradável)
·
Saco de dormir (dependendo do local de acampamento substitui o uso de
cobertores que fazem muito volume)
·
Kit de ferramentas e acessórios (01 boa faca, alicate, pederneira,
cordas ou barbantes finos, fita adesiva, isqueiro, fósforo e etc.)
·
Utensílios de cozinha (leve de preferência prato e copo de plástico,
pois não quebram no transporte e são leves, leve ao menos um utensílio de
alumínio ou outro material que suporte fogo para fazer as suas receitas e
lógico o tão esperado cafezinho)
·
Fogareiro e/ou espiriteira (existem modelos que funcionam com álcool,
gás butano e querosene, veja o que mais
lhe agrade e faça o teste antes de viajar, não deixe pra descobrir como funciona
só na hora do jantar no meio da mata...rsrs)
·
Lanternas/fonte de luz (prefira as que utilizam Leds, pois duram mais e
iluminam mais, além de serem leves e de fácil transporte)
8 – Horários
Precisa acordar cedo? Não necessariamente. É só reduzir a quilometragem do dia,
e ganhar umas horinhas para espreguiçar e tomar café com calma. Mas vale a pena
espantar a moleza e pular da cama para aproveitar as horas da manhã, que são as
melhores para pedalar, evitando o sol forte do meio dia. É bom se programar
para chegar cedo, porque se houver qualquer imprevisto, como um pneu furado, há
margem de tempo para resolver tudo sem aflições.
Afinal, não é para relaxar e conhecer o mundo em outro ritmo, sem
pressa, que serve uma viagem de bicicleta?
9 – Planejamento Final para o
Cicloturismo
Depois de juntar todos os seus “apetrechos” faça o teste do peso, isto
é, monte a sua “Magrela” para a viagem, coloque os alforjes, distribua os
equipamentos de forma a igualar o peso e equilibrar a bicicleta, explore a bike
para que possa adequá-la a viagem sem comprometer o seu desempenho, observe
sobras de cordas e fivelas que possam enroscar nas roda, correntes e possam
ocasionar um acidente no início da viajem, procure fazer o check list dos
equipamentos e depois peça para outra peça conferir de novo, lembre-se que você
estará sozinho e um remendo esquecido fará muita diferença, se possível de uma
volta pela redondeza para ver como a sua bike se comporta e como você irá se
comportar ao carregar um peso extra nela, se necessário for substitua itens,
aumente ou diminua o peso até que esteja tudo certinho.
“Lembre-se no início do cicloturismo, tudo estará fácil e leve e fácil,
após alguns kilometros tudo se multiplicará, o peso dobrará, o sol estará mais
quente, a fome será insaciável, a água parecerá não ser suficiente”
10 – Seja qual for o passeio que você
escolher, respeite a Natureza, respeite seus limites, respeite o próximo, tire
muitas fotos, curta o por do sol e o raiar da manhã, garanto que sua vida irá
mudar depois de um cicloturismo.
Cicloturismo Mogi das Cruzes-SP à Paraty-RJ


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