quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dicas Básicas para Cicloturismo e Camping


Cicloturismo e Acampamento de Bike

Como Fazer?

Hoje em dia existem várias maneiras de viajar e acampar, já pensou em fazer isso de bicicleta? Como fazer com que esse tipo de viagem seja segura e agradável e não se transforme numa tremenda roubada? Através de matérias retiradas da Internet e de experiências pessoais segue algumas dicas pra você se poder se aventurar com segurança, mesmo que seja “marinheiro de 1ª viagem”.

1-Planejamento 
Como em qualquer viagem, quanto mais organizada, mais fácil se torna driblar os “perrengues”. Isso inclui ter uma ideia precisa do roteiro, da duração, do custo, reserva financeira para emergências e alimentação. Nada pior do que chegar a uma cidadezinha encantadora e não encontrar nenhum camping por perto ou um local que seja autorizado o acampamento.
“No mapa do trajeto escolhido, veja as cidades que você irá passar ou pernoitar, veja acomodações no caso de emergências, campings, hospitais, supermercados e etc. nada melhor que usar o bom e velho Google pra esta pesquisa. Afinal sempre estamos sujeitos a situações inesperadas, pois a ideia é irmos de Bike, o uso de guias de viagens ajudam muito. “Os guias têm muita informação, mas desconfie sobretudo da quilometragem indicada. Eles são feitos para carros e o que são subidas de 15km para carros? Nada. Já de bike, podem causar bastante desconforto, não?”.
A quilometragem diária a ser percorrida deve ser próxima daquela a qual o viajante está acostumado, sem correrias. Pelo contrário, o ideal é chegar cedo ao destino do dia, se possível ainda com luz e ter tempo para montar a sua barraca se acomodar e ainda aproveitar a cidade. Não vale a pena arriscar uma pedalada noturna só para avançar mais um pouco.
2-Roteiros e destinos 
Boa parte de uma cicloviagem se passa na estrada, então é fundamental que elas sejam bonitas, seguras e tranqüilas. “O maior receio ao se viajar sozinho é a segurança, então temos que ter cuidado redobrado. A primeira coisa é escolher bem o roteiro, um caminho tranquilo e que não passe por muitas cidades grandes”, recomenda Eliana Garcia de Britto, cofundadora do Clube de Cicloturismo do Brasil.
Para quem prefere não ousar nos caminhos, Eliana sugere rotas de cicloturismo já demarcadas, como o Circuito Vale Europeu, o Circuito Costa Verde e Mar e o Caminho da Luz (todos no Brasil). “Porque sempre há alguém da organização dos roteiros monitorando de alguma maneira sua viagem, isso dá uma segurança extra”, explica.
3- Equipamento 
Não é preciso uma bicicleta sofisticada ou muitos equipamentos, principalmente para quem pretende ficar dias pedalando, pois em cada parada o cicloturista pode repor o que foi gasto (água, comida, pilhas e etc.) Basta uma bicicleta com marchas, equipada com um bagageiro e um par de alforjes (bolsas laterais onde a bagagem vai acomodada)


                                       
No mercado existem vários modelos e preços, procure um que seja adequado a sua necessidade.

Obs: Melhor do que ter que fazer consertos é evitá-los: saia de casa com a bicicleta revisada e em perfeito estado de funcionamento. Para aumentar a margem de segurança, use roupas discretas. É melhor ser invisível e confundir-se com os locais (difícil por causa do alforge na bike) do que deixar claro nas vestimentas que você é de fora e que está equipado. Roupas de ciclismo supercoloridas, por exemplo, podem ser trocadas por peças em dry-fit em cores mais neutras. – como costuma fazer a maioria dos trabalhadores brasileiros que vão de bike. Chegar sem alarde é inclusive uma postura mais humilde, que tende a ganhar mais simpatia dos locais.
“É importante chamar o mínimo de atenção, o que nem sempre é possível com uma bicicleta carregada. Quanto menos carga, menos atenção você vai despertar. Outra dica é colocar uma calça ou bermuda por cima da lycra, evitando roupas coladas ao corpo”,. Roupas e acessórios cor-de-rosa, por exemplo, são quase um atestado visual de que há uma mulher pedalando a bicicleta, o que pode aumentar a vulnerabilidade. Por via das dúvidas, melhor evitar. Viajar de bicicleta sozinho implica em riscos, que podem e devem ser minimizados por precaução e planejamento.

 4 – Preparo técnico 
Passe na bicicletaria para ver se está tudo certo com a “magrela”. “Informe-se sobre a qualidade dos componentes que sua bicicleta possui. Se ela estiver equipada com peças simples e frágeis, pode ser que elas te deem um pouco de dor de cabeça no caminho”. Aproveite a visita para aprender sobre mecânica básica da bike, se ela quebrar em algum local longe da civilização, você precisa ser capaz de consertá-la. Não esqueça de levar um kit de ferramentas e um kit de remendo para a viagem.Não precisa ser um  mecânico profissional, mas faz toda diferença saber o funcionamento básico de sua bicicleta. Regular os freios, trocar pneus e montar as rodas na bicicleta são reparos e ajustes simples e fáceis de aprender que dão autonomia ao passeio. Com um pequeno kit de ferramentas é possível fazer a maior parte dos consertos necessários numa viagem desse tipo.
É bom ter noção de primeiros socorros e organizar um pequeno kit, nem que seja para cuidar do ralado no joelho de um tombo na estrada. E até para cair, tem jeitinho. “Se soltar o corpo e deixar ele rolar, vai machucar menos do que se tentar se segurar ou salvar a bike. Pula fora, desacelera e deixa a bike para lá”, A técnica já foi festada por mim várias vezes, pois soumeio abusado e com a bike pesada por causa das malas e melhor quebrar a bike que se ralar todo.
5 - Rede de segurança 
É praticamente inevitável que família e amigos fiquem preocupados com a viagem. Combinar como será feita a comunicação é bom para eles, que ficam com o coração tranquilo, e para a viajante, que sabe que pode contar com apoio caso aconteça algum imprevisto. Ao telefonar ou mandar mensagem informando que está tudo bem, é importante dar a referência de onde se está. Ah, e ninguém precisa se descabelar com um pequeno atraso na comunicação, ok? Às vezes o sinal de celular é ruim no local escolhido para passar a noite, por exemplo. O importante é não ficar tempo demais sem dar notícias.
6 – Preparo físico 
Para fazer uma cicloviagem, não é necessário ser atleta, mas é bom estar com o condicionamento físico em dia. “Se tiver esgotamento físico, você irá se colocar numa situação de risco, porque terá que buscar esse tipo de ajuda no caminho”.
Quem parte do zero (ou de perto dele), pode reforçar o treino numa academia. “No fundo, a preparação é feita na sua bike, na que você vai viajar”. Musculação e treinamento de resistência ajudam a encarar períodos longos na bike, sem dores. “A bicicleta tem que ser uma extensão do seu corpo. Ela será suas pernas durante uma boa parte do dia.” De acordo com profissionais do esporte a corrida também pode ajudar bastante a aumentar o fôlego. Por isso que o mais importante antes de se aventurar é ir começando aos poucos, aumentando a kilometragem a cada dia, e assim poder ter confiança há um objetivo, por exemplo acordar pela manhã, desmontar a barraca, arrumar as malas e encarar 50kms ou mais até seu próximo destino. 



 7 – Bagagem (o drama de o que levar e como levar)
O equilíbrio é fundamental para pedalar. Não coloque toda a carga em cima do bagageiro para não sobrecarregar a roda traseira. Alforjes distribuem o peso e ajudam a deixar a bike mais estável. No caso de viagens mais longas, com muita bagagem para transportar, é recomendável instalar alforjes dianteiros. Além de ter mais espaço você evita que a bicicleta empine em uma subida. “Não use mochila enquanto estiver pedalando. Além de ser desconfortável forçam as costas, os ombros e as mãos”,
Não adianta levar coisas demais e deixar a bike pesada e desagradável de pedalar. Também não é o caso de levar coisas de menos, a ponto de passar desconforto por causa de um item que ficou em casa. Roupas adequadas ao clima e uma ou duas mudas extras são o suficiente. Se a viagem for um pouco mais longa, vale mais a pena lavá-las no caminho do que levar muitas trocas.
Dependendo do estilo da viajante, macetes como uma roupa de Poliéster, ou tecidos semelhantes, fazem menos volume, não amassam com facilidade e são de fácil lavagem e secagem. O essencial, além das roupas, é água, chinelos ou semelhante, um lanche para o percurso do dia e kit de ferramentas, abaixo seguem algumas sugestões:
·         Barraca (existem lojas especializadas que oferecem vários modelos, lembre-se você estará de bike, procure algo leve e portátil, sem descuidar da qualidade)
·         Rede, mosquiteiro e lona plástica (para quem almeja curtir ainda mais a natureza sem o uso de barracas)
·         Isolante térmico (dependendo da estação do ano e de onde você pretende acampar ele ajudará a manter a temperatura do seu corpo e te proporcionar uma noite mais agradável)
·         Saco de dormir (dependendo do local de acampamento substitui o uso de cobertores que fazem muito volume)
·         Kit de ferramentas e acessórios (01 boa faca, alicate, pederneira, cordas ou barbantes finos, fita adesiva, isqueiro, fósforo e etc.)
·         Utensílios de cozinha (leve de preferência prato e copo de plástico, pois não quebram no transporte e são leves, leve ao menos um utensílio de alumínio ou outro material que suporte fogo para fazer as suas receitas e lógico o tão esperado cafezinho)
·         Fogareiro e/ou espiriteira (existem modelos que funcionam com álcool, gás butano e  querosene, veja o que mais lhe agrade e faça o teste antes de viajar, não deixe pra descobrir como funciona só na hora do jantar no meio da mata...rsrs)
·         Lanternas/fonte de luz (prefira as que utilizam Leds, pois duram mais e iluminam mais, além de serem leves e de fácil transporte)

8 – Horários 
Precisa acordar cedo? Não necessariamente. É só reduzir a quilometragem do dia, e ganhar umas horinhas para espreguiçar e tomar café com calma. Mas vale a pena espantar a moleza e pular da cama para aproveitar as horas da manhã, que são as melhores para pedalar, evitando o sol forte do meio dia. É bom se programar para chegar cedo, porque se houver qualquer imprevisto, como um pneu furado, há margem de tempo para resolver tudo sem aflições.
Afinal, não é para relaxar e conhecer o mundo em outro ritmo, sem pressa, que serve uma viagem de bicicleta?




9 – Planejamento Final para o Cicloturismo
Depois de juntar todos os seus “apetrechos” faça o teste do peso, isto é, monte a sua “Magrela” para a viagem, coloque os alforjes, distribua os equipamentos de forma a igualar o peso e equilibrar a bicicleta, explore a bike para que possa adequá-la a viagem sem comprometer o seu desempenho, observe sobras de cordas e fivelas que possam enroscar nas roda, correntes e possam ocasionar um acidente no início da viajem, procure fazer o check list dos equipamentos e depois peça para outra peça conferir de novo, lembre-se que você estará sozinho e um remendo esquecido fará muita diferença, se possível de uma volta pela redondeza para ver como a sua bike se comporta e como você irá se comportar ao carregar um peso extra nela, se necessário for substitua itens, aumente ou diminua o peso até que esteja tudo certinho.
“Lembre-se no início do cicloturismo, tudo estará fácil e leve e fácil, após alguns kilometros tudo se multiplicará, o peso dobrará, o sol estará mais quente, a fome será insaciável, a água parecerá não ser suficiente”


10 – Seja qual for o passeio que você escolher, respeite a Natureza, respeite seus limites, respeite o próximo, tire muitas fotos, curta o por do sol e o raiar da manhã, garanto que sua vida irá mudar depois de um cicloturismo.

Cicloturismo Mogi das Cruzes-SP  à  Paraty-RJ



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